Sobre apresentações e normalidade

Por Brunín Assis

Preciso deixar uma coisa clara: odeio apresentações. Sou péssimo para falar de mim mesmo, não sei ressaltar qualidades e sou incapaz de destacar minha contribuição para o mundo. Não sei onde estarei daqui cinco anos ou o que quero comer no almoço. Quando sou apresentado a um estranho, tendo a ficar calado o máximo possível. Ou uso a técnica do Chandler e parto para as piadinhas sarcásticas, o que acontece na maioria dos casos.

Bom, agora que nos livramos deste fardo, vamos seguir adiante.

Fui convidado pela Camila para escrever uma coluna semanal aqui no blog. De acordo com ela, estou aqui para dar uma “opinião masculina sobre tópicos relacionados ao universo feminino”. Mas o que me habilita a ocupar essa posição?

Para falar a verdade, nada. Sou só um cara normal no meio de outros caras normais. Como muitos homens da minha idade, fui criado em um ambiente dominado por mulheres. Aprendi a respeitá-las e tentar entendê-las. Como qualquer cara normal, também tive relacionamentos amorosos, alguns mais bem sucedidos do que outros. Também quebrei a cara muitas vezes. Tive minha cota de cafajestagem e de rejeições. Sou um cara normal com opiniões e dúvidas com relação ao universo feminino. E o melhor jeito que encontro de saná-las é escrevendo.

Aliás, desculpem a minha falta de educação, ainda não me apresentei. Meu nome é Bruno Assis, mas prefiro o diminutivo Brunín. Tenho 24 anos, estudo comunicação social e em breve serei jornalista formado/desempregado. Sou viciado em cultura pop e consumo muitos filmes, livros, quadrinhos, músicas e seriados. Porém sou capaz de largar tudo por um jogo de futebol, mesmo que seja uma pelada da série D do campeonato ucraniano. Além disso, brinco de escrever ficção no meu blog.

E é só isso que vocês precisam saber por enquanto. O resto vocês vão descobrir ao longo do tempo. Escreverei sempre às segundas-feiras e terei um desafio enorme pela frente: falar para um público com o qual não estou acostumado. Sou muito chato para comer, nunca fui fisgado pelo amor e sou uma negação na arte de decorar. Tenho a leve impressão que estou no lugar errado, mas isso só o tempo dirá.

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