Livro: Como Cozinhar Sem Receitas

Terminei hoje um livro que ganhei no final do ano passado: Como Cozinhar Sem Receitas, de Glynn Christian, lançado pela editora Gutenberg ano passado. Não demorei pra terminar por ser desinteressante. Longe disso! É um livro que merece ser saboreado lentamente…

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Com uma escrita bem humorada, leve e super informativa, Glynn (no final do livro você já está se sentindo íntima dele) nos ensina os passos essenciais para cozinhar segundo nossas próprias ideias, a julgar as receitas alheias e a não ficar presos a detalhes quando podemos ser mais criativos.

Mas não basta “gostar” de cozinhar para gostar do livro. Você precisa se interessar pelas combinações dos sabores, as diferenças no preparo que mudam completamente um prato com os mesmo ingredientes, apreciar a texturas, a cor e o cheiro, além do gosto dos alimentos. Se você acha que é tudo a mesma coisa, leia o livro e se surpreenda!

Digo que não basta gostar porque quem não se interessa não tem paciência para a escrita de Glynn. Sério! Quase consigo saborar os pratos enquanto o leio!

Diferente de muitos livros de culinária, ‘Como Cozinhar Sem Receitas’ é prático, perfeito pra quem cozinha em casa e não tem a menor intenção de tentar nos convencer, meros mortais, de que precisamos de um fogão industrial para nos adequarmos às receitas absurdas de grandes chefs que comandam cozinhas enormes e servem centenas de pratos por dia!

A desvantagem é que muitos ingredientes citados não são comuns nas despensas brasileiras. Mas, como ele mesmo diz: crie suas próprias trilhas do sabor!

Simplesmente recomendo! Um livro pra ter, consultar sempre, testar e experimentar. A cada parágrafo me sinto inspirada a criar novos pratos! Acho até que vale a pena ir anotando suas ideias enquanto lê.

E aí? Quem gostou? Estou pensando em sortear um exemplar, o que acham?

Quando Harry Deixou Hogwarts

Nunca prestei muita atenção nos bônus dos DVDs, com comentários sobre os filmes. Mas, depois de ver no Filmow os comentários sobre esse documentário de Morgan Matthews, incluído no último DVD da série de filmes do Harry Potter, não resisti!

Talvez alguns pensem que Harry Potter é muito infantil ou que foi uma modinha adolescente… Mesmo não tendo que me justificar, pois não é necessário, digo que, primeiramente, quando eu comecei a ler o primeiro livro, ainda nem era famoso o suficiente para ter sido apenas uma influência. Segundo, eu cresci lendo e assistindo Harry Potter,  aguardando ansiosa pelos lançamentos dos livros e filmes. O que no início era um pouco infantil, foi amadurecendo, ao mesmo tempo que eu. Os próprios atores tinha a mesma idade que eu tinha!

Assistir a esse documentário foi emocionante! Foi como uma despedida de algo que fez parte de uns bons anos da minha adolescência. Fiquei pensando: ainda não tenho os livros (por incrível que pareça), mas vou comprar! Quando os meus filhos estiverem com 10 anos e vierem me perguntar se na nossa casa tem algum livro legal pra eles lerem, vou entregar “A pedra filosofal” pra eles.

Mas, ainda mais interessante foi o outro bônus do DVD: “As mulheres de Harry Potter”. O depoimento de J. K. Rowling sobre as mulheres presentes nos livros da série, sobre como essas personagens foram tão cuidadosamente elaboradas e como cada detalhe do livro tem um significado maior. Coisas sobre as quais eu nunca havia pensado, fizeram sentido no exato momento em que ela comentou o que quis dizer com aquilo.

Fiquei pensando em como um autor se envolve e dá vida aos seus personagens! É interessante quando ela diz que achou engraçado certo momento do livro em que alguém faz tal coisa, porque foi ela  quem criou aquilo, mas, para ela é como se os próprios personagens determinassem suas ações! Acho isso incrível! É uma das coisas que mais me encanta na literatura e que aumenta ainda mais a minha vontade de escrever meu próprio livro. Vejo autores falando sobre aqueles momentos de inspiração em que fica praticamente impossível não escrever e as palavras surgem tão rápido que é como se alguém estivesse narrando a história e o autor tem apenas a responsabilidade de transcrever!

Espero que um dia eu tenha inspiração e criatividade suficientes para criar uma história envolvente. Sou modesta o suficiente para não esperar que a minha história tenha sucesso com a de Rowling! Mas quem sabe eu consigo prender alguém à leitura como ela fez comigo durante alguns anos!?

Um Dia – David Nicholls

David Nicholls, escritor e roteirista inglês, que conseguiu me fazer chorar (discretamente é lógico), no ônibus essa semana ao terminar de ler a obra Um Dia, lançada no Brasil recentemente. O livro, já traduzido para 30 idiomas, virou filme e vai chegar aos cinemas dia 04 de Novembro deste ano, estrelado por Anne Hathaway (como Emma Morley) e Jim Sturgess (como Dexter Mayhew). Nem preciso dizer como estou ansiosa pro filme né!

Por que este best-seller está fazendo tanto sucesso? Simples! Nicholls conta a história de dois jovens, Dexter Mayhew e Emma Morley, ao longo de 20 anos, desde o dia em que começaram a fazer parte da vida um do outro, 15 de julho de 1988, a partir de flashes do relacionamento deles, um por ano, sempre no mesmo dia, 15 de julho. É incrível como uma estrutura tão inusitada poderia resultar em um romance tão envolvente e diferente da maioria dos romances de hoje. Eu, sinceramente, esperava aquelas histórias de um amor arrebatador, mas diferente disso, o texto de Nicholls é bem realista e é isso que o faz tão interessante: a possibilidade de acontecer com qualquer pessoa!

Os romances que vemos por aí, normalmente, deixam as mulheres bem frustradas, porque o cara é sempre perfeito, luta loucamente pelo grande amor da sua vida e todo mundo fica incrivelmente feliz e bonito no final! É muito idealizado! Mas esse romance cria situações comuns, possíveis, às quais estamos vulneráveis! E não deixa de ser incrivelmente romântico, de nos fazer pensar em como o amor é um sentimento que pode mudar o curso das nossas vidas! (Gente, eu tô muito brega hoje!)

Infelizmente,  no cinema o público não verá a história completa, como a do livro. “Vinte anos em 100 minutos significa que você tem que ser bastante implacável. Colocando isto de lado, nós tentamos ser os mais fiéis possíveis, mas inevitavelmente há ausências que me fazem falta”. Declara Nicholls ao Jornal do Brasil. Por isso vale a pena ler o livro antes. Dá tempo!

Agora o trailer, pra dar ainda mais vontade:

Agassi – Autobiografia

Nunca passou pela minha cabeça ler biografia. Ler sobre a vida de alguém não é muito convidativo quando você não é muito curioso por fofocas ou quando não tem um ídolo. Eu admiro muitas pessoas, algumas são famosas, mas ninguém é interessante o suficiente para me fazer querer ler a respeito dos feitos da sua vida.

Mas, como as coisas acontecem das formas mais inesperadas possíveis, eu (estudante de fisioterapia) tive que ler um capítulo da autobiografia do tenista Andre Agassi para fazer um trabalho de Psicologia aplicada à saúde. Li UM capítulo e fiquei ansiosa para ler o resto. Para ajudar, no dia da entrega do trabalho fui sorteada para ganhar o livro!!! Eu! Que nunca ganho nada em sorteios e rifas (ainda que eu compre 90% delas)!!! Nem preciso falar o quanto fiquei feliz!

Então, essa semana eu terminei o livro. Excelente! Nunca me interessei muito por tênis. O máximo do meu conhecimento sobre isso era a existência do Gustavo Kuerten, o Guga. Nunca assisti um jogo. E depois do livro, eu até tive vontade de aprender a jogar.

Eu esperava uma história chata, mas a vida do cara foi realmente emocionante. Os relacionamentos, o “ódio” pelo tênis, a obsessão do pai, os amores, os problemas físicos, a relação com os adversários – na quadra e fora dela – tudo isso tornou o que seria uma história sem graça num belo romance (o gênero literário e não a melosidade da história).

A forma como ele escreve e detalha cada evento vivido desde a sua infância, aumentam a ansiedade pelos acontecimentos. Você fica torcendo por ele, como torceria por um personagem com o qual você se identifica. Você quer que ele vença os jogos e se entenda com o pai… É uma história envolvente (principalmente para alguém que, como eu, não sabe nada sobre ele até abrir o livro).

É melhor não dizer mais nada! Não quero contar o final! Só posso dizer que recomendo. É uma excelente leitura!

Estantes incomuns

As 9 estantes mais exóticas que eu já vi. Mas inovação nem sempre significa funcionalidade. Algumas dessas podem até estragar os livros!

Bem, aí vão as fotos e os comentários sobre cada uma:

O formato é interessante, mas os livros podem ser danificados por causa da curvatura das prateleiras.

Linda e super diferente, mas eu ficaria com medo de quebrá-la ao sentar lá em cima! rsrs

Muito original, cabem muito livros, mas é um pouco confusa, desorganizada.

Interessante para quem tem poucos livros.

Sofisticada, simples e elegante.

Não acho que essa é muito funcional. Livros não devem ficar perto do chão, pois empoeiram muito.

Muito diferente e funcional. Eu teria uma assim!

Linda! Adorei, mas como futura fisioterapeuta eu não poderia comprar uma dessas e ficar nessa postura horrorosa! rsrs

Essa é a minha preferida! Ainda vou comprar uma assim! Linda, diferente, funcional e super confortável! Os livros ficam super organizados. Só não colocaria livros na prateleira perto do chão. Provavelmente usaria umas caixas estampadas.